Bicampeã dos EUA diz que Copa do Mundo no Brasil será a mais competitiva de todas
DIAMOND BAR, Califórnia, 6 Ago (Reuters) - Alex Morgan trocará a pressão de disputar quatro Copas do Mundo pela ansiedade de assistir das arquibancadas no ano que vem, quando viajar ao Brasil para ver os Estados Unidos disputarem mais um título mundial.
A atacante bicampeã mundial disse que a paixão do Brasil pelo esporte proporcionará um cenário vibrante para o torneio de 2027, enquanto a intensidade do elenco dos EUA deve deixá-lo bem posicionado para um desafio difícil.
“No Brasil, o futebol faz parte da cultura”, declarou Morgan em uma entrevista. “Você vai ver as pessoas jogando futebol nas ruas. Vai ver todo mundo falando sobre isso e assistindo.”
Morgan, pioneira na luta pela igualdade salarial que se aposentou em 2024 após marcar 123 gols pela seleção dos EUA e conquistar a Chuteira de Ouro da NWSL de 2022, disse que planeja comparecer como torcedora, e não como ex-jogadora oferecendo conselhos à margem do campo.
“O melhor para a equipe é criar essa bolha”, afirmou. “Então, no meu caso, vou ficar de fora. Vou ser a torcedora número um.”
Seu otimismo se baseia no que ela chamou de a melhor seleção dos EUA que já viu, mesmo com a diferença entre as potências tradicionais e o resto do mundo diminuindo.
O crescimento das ligas profissionais em todo o mundo ajudou a tornar a Copa do Mundo Feminina mais aberta do que nas décadas anteriores, segundo ela.
“Nunca foi tão competitivo”, disse. “Minha esperança é que os EUA tenham um desempenho incrível.”
Grávida do terceiro filho, Morgan conversou com a Reuters em um dia ensolarado em Diamond Bar, a comunidade no sul da Califórnia onde cresceu jogando futebol, softbol e basquete.
Ela voltou na terça-feira para ajudar a inaugurar um minicampo construído por meio de uma parceria entre sua fundação e a CVS Health.
Quando criança, Morgan disse que estava sempre procurando “um pedacinho de campo” onde pudesse treinar e melhorar. Ela espera que o novo campo ofereça a mesma oportunidade aos jovens jogadores.
“Habilidades em uma quadra ou em um campo sempre podem ser aprendidas”, declarou ela. “O que eu realmente espero transmitir é que, ao entrar nessa quadra ou nesse minicampo, elas desenvolvam autoconfiança e acreditem em si mesmas.”