Técnico da Bélgica diz que decisão da Fifa sobre Balogun foi uma “pegadinha de 1º de abril”
Por Sam Tobin
SEATTLE, 5 de julho (Reuters) - O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, criticou duramente a decisão da Fifa, tomada neste domingo, de suspender a punição de um jogo imposta ao atacante norte-americano Folarin Balogun, dizendo que essa medida vai contra o espírito do esporte.
“Eu não sabia que, na Copa do Mundo da Fifa, o dia 5 de julho agora é o dia 1º de abril e é o Dia da Mentira”, disse Garcia aos repórteres antes do confronto das oitavas de final, na segunda-feira.
Ele citou um comunicado divulgado pela Federação Real Belga de Futebol (RBFA), que afirmou estar “surpresa” com a decisão da Fifa e que estava “explorando todas as opções possíveis”.
Garcia acrescentou: “Não estamos defendendo a seleção nacional nem a federação, estamos defendendo o futebol com sua ética e integridade.”
Tanto ele quanto o goleiro Thibaut Courtois insistiram que a decisão não teria impacto na preparação da Bélgica, embora Courtois tenha admitido que o momento em que a decisão foi tomada foi uma surpresa.
“Para nós, jogadores, nada muda”, disse Courtois. “Nosso foco é o jogo, vencer em campo, independentemente de quem jogar.”
Garcia, porém, ficou visivelmente irritado com as perguntas sobre a decisão, chegando a interromper: “Por favor, não percam tempo falando sobre isso. Queremos nos concentrar em questões esportivas.”
Courtois é um dos poucos remanescentes da “geração de ouro” da Bélgica, que chegou às quartas de final em 2014 – derrotando os EUA pelo caminho – e às semifinais em 2018.
Uma série de aposentadorias privou a seleção belga de anos de experiência, mas Courtois apoiou os jogadores mais jovens, que podem escrever seu próprio legado.
“Acho que esta é uma nova era para nós”, disse. “É verdade que ainda há alguns jogadores da era de ouro, como alguns gostam de dizer."
“Mas a verdade é que a Copa do Mundo no Catar (em 2022) não foi tão boa para nós. Fomos eliminados na fase de grupos."
"Agora temos outra geração, com jogadores mais jovens, novos talentos, dispostos a realizar grandes feitos e a escrever um novo capítulo na história da Bélgica.”
(Reportagem de Sam Tobin)