Saiba mais sobre o comitê sigiloso da Fifa que suspendeu o cartão vermelho de atacante dos Estados Unidos
O comitê disciplinar da Fifa, formado por 18 integrantes, passou a ser alvo de críticas após decisões recentes revelarem um funcionamento considerado pouco transparente. Segundo levantamento, as últimas 110 decisões publicadas pelo órgão foram tomadas pelo presidente do comitê, o emiradense Mohammad Al Kamali, que tem autorização para decidir sozinho ou delegar julgamentos.
A atuação do comitê ganhou repercussão após a suspensão de uma punição aplicada ao atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, permitindo que ele disputasse uma partida da Copa do Mundo mesmo após receber cartão vermelho no jogo anterior. A decisão gerou questionamentos de especialistas sobre a aplicação das regras da entidade.
O órgão reúne juristas, advogados e dirigentes de federações, mas especialistas apontam falta de clareza sobre os critérios usados nas decisões. Recursos contra julgamentos do comitê são raros: na temporada 2024/25, apenas 31 das quase 3.500 decisões foram contestadas.
A Fifa afirma que seus órgãos disciplinares são independentes e seguem os regulamentos da entidade. No entanto, a falta de divulgação de algumas decisões e a possibilidade de julgamentos individuais aumentaram os questionamentos sobre a governança do futebol mundial.
Fonte: Jornal O Sul
