"Efeito Messi" é sonho para MLS após Copa do Mundo, diz comissário da liga de futebol dos EUA

Por Amy Tennery e Kurt Hall

NOVA YORK, 16 Jul (Reuters) - A Major League Soccer (MLS), a liga de futebol dos Estados Unidos, aposta em uma combinação de talentos locais e superestrelas internacionais para manter o ímpeto após a Copa do Mundo, com Lionel Messi pronto para trocar o azul da Argentina pelo rosa do Inter Miami após a final deste domingo.

O ex-capitão da Inglaterra, David Beckham, deu um novo impulso à liga norte-americana há duas décadas, quando assinou com o LA Galaxy, e Messi, um dos candidatos a artilheiro da Copa, causou um impacto profundo três anos após assinar com o time da MLS de propriedade de Beckham.

Seus feitos heroicos no maior palco do esporte, incluindo duas assistências nos minutos finais que garantiram a vitória da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo na quarta-feira, devem torná-lo uma atração ainda maior quando ele retornar ao seu clube.

“Nenhum de nós na liga entendia o que Messi representava quando ele jogava no Barcelona, a não ser como torcedores”, disse o comissário da MLS, Don Garber.

“O fato de ele dar um cruzamento com o pé direito no último momento — veja só, eu até sei o que é isso — e ser capaz de decidir um jogo diante do mundo inteiro e chegar à final, para depois tirar a camisa da Argentina e vestir a camisa da MLS. Eu nunca sonhei que isso pudesse acontecer.”

Garber disse à Reuters no mês passado que vê o torneio de quatro em quatro anos, realizado nesta edição em solo norte-americano, como uma rampa de lançamento para uma nova era na liga dos EUA.

Esse crescimento pode ser impulsionado pela chegada do atacante Antoine Griezmann, recém-contratado pelo Orlando City, maior artilheiro de todos os tempos do Atlético de Madri, da LaLiga, que afirmou que o nível da competição na MLS está acima do que era nos anos anteriores.

“A Copa do Mundo também ajuda para que todo tipo de criança americana possa curtir o futebol e queira começar a chutar uma bola”, disse ele. “Espero que possamos dar um show nos estádios para fazer com que as crianças queiram jogar futebol.”

(Reportagem de Amy Tennery, em Nova York)