Ingressos para jogo do Brasil na Copa do Mundo está 29 vezes mais caro que no Catar
Os jogos entre Brasil e Marrocos (estreia da copa) e Brasil e Escócia estão indisponíveis para venda. Em termos comparativos e corrigidos pela inflação, o ingresso para o jogo do Brasil na Copa disparou 29 vezes.
Em 2022, o preço do ingresso corrigido pela inflação era de 79 dólares. Já neste ano, a última remessa é vendida por 2.280 dólares. O valor está 1801% acima da última edição. Em 2026, a Fifa possui a meta de arrecadar cerca de 3 bilhões de dólares em bilheteria com a Copa. Em reais, com base no fechamento do câmbio de segunda-feira, o valor seria equivalente a 15,7 bilhões de reais.
As rodadas seguintes possuem ingressos ainda mais caros. A final está com um preço de 35 mil dólares, enquanto as demais fases do evento global possuem preços variados. Fora dos meios oficiais, é possível encontrar ingressos mais baratos.
O site ticketdata mostra que os ingressos mais baratos custam 960 dólares para o jogo entre Brasil e Haiti. Já o mais caro está para a estreia no jogo entre Brasil e Marrocos, que está 1.891 dólares no ticketdata.
Passagens e hospedagens
Além de bancar a viagem de representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aos Estados Unidos, para acompanhar a seleção brasileira, a CBF também pagou passagens aéreas e hospedagens dos presidentes de todas as federações estaduais de futebol do País.
A CBF afirmou que esperou a chegada da Copa para promover a segunda etapa do que chama de “imersão” em grandes ligas esportivas globais. Em janeiro, dirigentes estiveram na Europa.
A logística dos dirigentes de federações é diferente da planejada para os cartolas dos clubes, que devem assistir apenas à estreia da seleção brasileira no MetLife Stadium e ficarão hospedados em um hotel com localização privilegiada, na Quinta Avenida, região central de Nova York.
Os presidentes das federações ficarão mais dias nos Estados Unidos, durante toda a primeira fase, com ingressos que dão direito a assentos próximos ao gramado para as três partidas da seleção brasileira na primeira fase. O hotel reservado para eles é em Orlando, na Flórida, cidade que não é uma das 16 sedes do Mundial.
Portanto, os dirigentes terão de viajar internamente dentro dos Estados Unidos para as partidas do Brasil. Primeiro a Nova York, depois à Filadélfia e, por último, a Miami, as cidades onde jogará o time comandado por Carlo Ancelotti na fase inicial. Procurada, a CBF não se manifestou.
Todos os presidentes de federações podem trazer um acompanhante. A opção por Orlando foi por um custo menor, e a logística foi organizada pela Stella Barros, empresa que pertence ao Grupo Águia, do empresário Wagner José Abrahão, parceiro comercial de décadas da CBF.
Abrahão tem relação com a confederação desde ao menos a Copa do Mundo de 1998. A empresa dele é agente de viagens oficial e exclusiva da CBF, responsável pela logística de viagens em todas as competições promovidas pela confederação e pelos jogos da seleção brasileira.
Abrahão é amigo particular de Ricardo Teixeira, banido desde 2019 por corrupção pela Fifa de qualquer atividade relacionada ao futebol, e manteve relação de proximidade com todos os sucessores do ex-presidente da entidade. As informações são da revista Veja e do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Jornal O Sul
