Ingressos para jogo do Brasil na Copa do Mundo está 29 vezes mais caro que no Catar


Os últimos ingressos disponíveis para os jogos do Brasil na Copa do Mundo estão 29 vezes mais caros que os da Copa de 2022, segundo um levantamento feito pela revista Veja na terça-feira (9). De acordo com o site de vendas da Fifa, neste momento havia apenas ingressos disponíveis para o jogo entre Brasil e Haiti, na sexta-feira, 19, nos valores de 2.280 dólares para a arquibancada para categoria 2.

Os jogos entre Brasil e Marrocos (estreia da copa) e Brasil e Escócia estão indisponíveis para venda. Em termos comparativos e corrigidos pela inflação, o ingresso para o jogo do Brasil na Copa disparou 29 vezes.

Em 2022, o preço do ingresso corrigido pela inflação era de 79 dólares. Já neste ano, a última remessa é vendida por 2.280 dólares. O valor está 1801% acima da última edição. Em 2026, a Fifa possui a meta de arrecadar cerca de 3 bilhões de dólares em bilheteria com a Copa. Em reais, com base no fechamento do câmbio de segunda-feira, o valor seria equivalente a 15,7 bilhões de reais.

As rodadas seguintes possuem ingressos ainda mais caros. A final está com um preço de 35 mil dólares, enquanto as demais fases do evento global possuem preços variados. Fora dos meios oficiais, é possível encontrar ingressos mais baratos.

O site ticketdata mostra que os ingressos mais baratos custam 960 dólares para o jogo entre Brasil e Haiti. Já o mais caro está para a estreia no jogo entre Brasil e Marrocos, que está 1.891 dólares no ticketdata.

Passagens e hospedagens

Além de bancar a viagem de representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aos Estados Unidos, para acompanhar a seleção brasileira, a CBF também pagou passagens aéreas e hospedagens dos presidentes de todas as federações estaduais de futebol do País.

A CBF afirmou que esperou a chegada da Copa para promover a segunda etapa do que chama de “imersão” em grandes ligas esportivas globais. Em janeiro, dirigentes estiveram na Europa.

A logística dos dirigentes de federações é diferente da planejada para os cartolas dos clubes, que devem assistir apenas à estreia da seleção brasileira no MetLife Stadium e ficarão hospedados em um hotel com localização privilegiada, na Quinta Avenida, região central de Nova York.

Os presidentes das federações ficarão mais dias nos Estados Unidos, durante toda a primeira fase, com ingressos que dão direito a assentos próximos ao gramado para as três partidas da seleção brasileira na primeira fase. O hotel reservado para eles é em Orlando, na Flórida, cidade que não é uma das 16 sedes do Mundial.

Portanto, os dirigentes terão de viajar internamente dentro dos Estados Unidos para as partidas do Brasil. Primeiro a Nova York, depois à Filadélfia e, por último, a Miami, as cidades onde jogará o time comandado por Carlo Ancelotti na fase inicial. Procurada, a CBF não se manifestou.

Todos os presidentes de federações podem trazer um acompanhante. A opção por Orlando foi por um custo menor, e a logística foi organizada pela Stella Barros, empresa que pertence ao Grupo Águia, do empresário Wagner José Abrahão, parceiro comercial de décadas da CBF.

Abrahão tem relação com a confederação desde ao menos a Copa do Mundo de 1998. A empresa dele é agente de viagens oficial e exclusiva da CBF, responsável pela logística de viagens em todas as competições promovidas pela confederação e pelos jogos da seleção brasileira.

Abrahão é amigo particular de Ricardo Teixeira, banido desde 2019 por corrupção pela Fifa de qualquer atividade relacionada ao futebol, e manteve relação de proximidade com todos os sucessores do ex-presidente da entidade. As informações são da revista Veja e do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Jornal O Sul